As mulheres que colocaram implantes de silicone nos seios têm mais hipóteses de cometer suicídio, do que uma mulher que não tenha sido submetida à operação. Esta foi a conclusão de uma série de estudos publicados na revista de medicina New Scientist, conta a BBC.
Os estudos incluem uma pesquisa americana que acompanhou 13 mil mulheres e um estudo canadiano, com 24 mil pacientes. Inicialmente, os cientistas procuravam uma ligação entre os implantes de silicone e certas doenças como o cancro e problemas no sistema imunitário.
Surpreendentemente, os cientistas acabaram por descobrir a ligação deste tipo de implantes com o suicídio. As razões por detrás desta tendência ainda não foram descobertas, mas os investigadores já começaram a dar palpites.
Uma das hipóteses avançada é de que as mulheres já têm algum problema psiquiátrico antes da operação, que nunca é detectado pelos médicos. De acordo com um estudo dinamarquês, oito por cento das mulheres que foram submetidas à operação «já tinham sido admitidas em hospitais psiquiátricos antes da cirurgia, por neuroses, distúrbios de personalidade e abuso de álcool e outras substâncias». Das mulheres com implantes que cometeram suicídio, metade já tinha estado em instituições psiquiátricas antes da cirurgia.
Outra hipótese é a de as doentes sofrerem de uma doença, chamada Transtorno Dismórfico Corporal. Este mal caracteriza-se por os doentes terem uma obsessão com falhas pouco perceptíveis ou inexistentes na aparência física. Cerca de três quartos das pessoas com TDC fizeram crurgias plásticas e tratamentos dermatológicos para «melhorar» a sua aparência. Acredita-se que entre 6 e 15 por cento dos pacientes de cirurgias plásticas nos Estados Unidos sofram da doença. Segundo os cientistas, os pacientes com TDC tem um risco muito maior de se auto-mutilarem e de se matarem.
Outra teoria, mas que é considerada muito remota, é que fugas nos implantes alterem a química do cérebro e despertem tendências suicidas em algumas mulheres.