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SONETO DO CATIVO Novembro 24, 2006

Posted by Vasco in Poesia.
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Se é sem dúvida Amor esta explosão
de tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias
tão longe da verdade e da invenção;

o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que outros dirão ou não dirão;

se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;

não há dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,
tenho vivido eternamente preso!

David Mourão Ferreira, Os Quatro Cantos do Tempo

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1. Micha - Novembro 28, 2006

Em Terra atracamos, chegados do quase nada, por cá e vemos de quase tudo, e acabamos quase sempre, por querer ter quase nada, por tudo o que julgamos quase ter.
E no fim, quando é chegada a hora, partimos do quase nada, julgando ter quase tudo.


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