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Mário Cesariny (1923-2006) Novembro 26, 2006

Posted by Vasco in Arte, Poesia.
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O homem em eclipse

Ora foi que certo dia
o homem eclipsou-se
a data digam a data
a datazinha faz favor
qual data foi por decreto
que a gente se eclipsou
foi só manobra espertice
um dois três e pronto é noite
que nem a lua apareça
seja de que lado for
Uns seguraram-se logo
eram espertos bem se viu
outros cairam ao mar
com cabeça pernas e tudo
quanto a mim perdi a calma
fiquei desaparafusado
tradição cultura estilo
certeza amigos fatiota
tudo fora do seu sítio
um desaparafuso terrível

 

Segurem-me camaradas
sinto pernas a boiar
cheiro fantasmas enxofre
estou aqui mas posso voar
o parafuso da língua
vai partido vai saltar
agarrem-me! agarra!
pronto
pari o mais leve que o ar

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Comentários»

1. Micha - Novembro 28, 2006

Em Terra atracamos, chegados do quase nada, por cá e vemos de quase tudo, e acabamos quase sempre, por querer ter quase nada, por tudo o que julgamos quase ter.
E no fim, quando é chegada a hora, partimos do quase nada, julgando ter quase tudo.


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