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Confusão Agosto 3, 2007

Posted by Vasco in Poesia.
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Fica-me um perfume,
A tua presença,
De cada vez que eu saio de estar contigo…
Perfume que não é de cheiro
Mas que me dá o mesmo prazer

Que me ocupa
Me inspira
Amarra
Sustenta

Ameno à mente chega
E fica;

De que é feito este torpor?
Que ferrão se me crava, da tua presença,
Que vai mais fundo no meu ser

Que o álcool
A religião
O sexo
A droga
A paixão
A beleza?

Sei apenas que me revira todo,
Me faz ser,
Sem permitir qualquer retorno
Àquilo que eu era sem ser!
Eu que, sem nos tocarmos sequer
Sinto ser, na união

Que me perco
Me alargo
E me encontro de novo

Enquanto anseio que de novo, por acaso,
Tudo volte a ruir por te rever…

Ó, minha santa alma,
Videira da mais nobre seiva,
Que eu não deixo ver
Que eu já vivo esse teu perfume,
Para viveres no mesmo mistério
Enquanto me fazes viver nele

Em segredo
Distante
E íntimo

Até que, em querendo, o Algo nos confunda

(poema roubado aqui)

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