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Bélgica: Estudante congolês processa «Tintin no Congo» Agosto 8, 2007

Posted by Vasco in Arte, Curiosidades, História.
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Um estudante congolês apresentou uma queixa na justiça belga para denunciar o carácter racista de livro «Tintin no Congo» e pediu que este seja retirado do mercado, anunciou o Ministério Público de Bruxelas.

Estudante de Ciência Política em Bruxelas, Bienvenu Mbutu Mondondo, apresentou uma queixa contra a sociedade Moulinsart, encarregue da exploração comercial da obra de Hergé, explicou à agência AFP o porta-voz do Ministério Público, Jos Colpin.

Neste álbum, publicado em 1930-31, altura em que a Bélgica colonizava o Congo, o desenhador belga Hergé representou a África «de forma simples», reflectindo o espírito paternalista da época, reconhece a Moulinsart no seu site na Internet.

O queixoso apresenta a «sua confusão face à persistência da Moulinsart de não retirar do mercado de uma vez por todas este livro de banda desenhada», que considera «racista e xenófobo».

«Não é admissível que o Tintin possa gritar com os aldeões que são forçados a trabalhar na construção de um caminho-de-ferro», afirmou à AFP.

Um porta-voz da Moulinsart, Marcel Wilmet, afirmou por seu lado que é «preciso deixar a justiça belga fazer o seu trabalho».

«Na realidade estamos admirados que esta polémica tenha renascido, tendo já o próprio Hergé explicado em tempos que esta era uma obra inocente, que tinha de ser lida no contexto dos anos 30, altura em que todos os belgas pensavam estar a fazer um bom trabalho em África», acrescentou.

Nos anos 70, Hergé reconheceu que, para escrever e desenhar este álbum, se «alimentou dos preconceitos do meio burguês em que vivia», acrescentado apenas conhecer daquele país «o que as pessoas relatavam na altura».

Em Julho último, a Comissão Britânica para a Igualdade Racial (CRE) considerou que o livro continha «imagens e diálogos repletos de preconceitos racistas, onde os indígenas selvagens parecem macacos e falam como imbecis», declarou um porta-voz da CRE.

Depois deste aviso, o grupo americano Border pediu a todos as livrarias dos Estados Unidos e de Inglaterra que colocassem o álbum na secção das bandas desenhadas para adultos.

 

Diário Digital

Comentários»

1. Tiago Alves - Março 23, 2008

Acho este processo uma completa idiotice, falando como negro que sou. Se formos eliminar o passado perseguindo seus erros, não poderiamos ter historia. Creio que é bom deixar isso em paz, e mostrar as novas gerações, o que não se deve fazer. Eles devem conhecer tudo, saber de tudo, e refletir sobre os erros.
Não podemos simplesmente colocar a história, debaixo de um tapete, e fingir que nunca exisitiu.

2. SEnhor dos Anelares - Setembro 22, 2008

Eu sinceramente me sinto mais discriminado quando assisto uma novela da Globo onde nós Negros são sempre apresentados como porteiros, choffers, lixeiros e empregadas domesticas…
Muita gente discute sobre isso e diz que isso não existe, mas eu digo que existe sim e digo mais, é só ligar a Tv e ver!, quanto a isso ninguem faz absolutamente nada


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